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Uma lactente de 2 meses é encaminhada ao ambulatório de uropediatria por apresentar episódios recorrentes de distensão abdominal e choro durante a micção. A genitália externa é fenotipicamente feminina, com grandes e pequenos lábios bem formados e ausência de malformações aparentes. No entanto, ao exame físico, observa-se abaulamento na região do vestíbulo vaginal. Ultrassonografia pélvica revela acúmulo de conteúdo anecoico no interior da vagina, sem dilatação uterina. Com base no desenvolvimento embrionário da genitália externa feminina representado na imagem — desde o estágio indiferenciado até a formação do vestíbulo e do clitóris — e no conhecimento sobre a embriologia do hímen, qual a hipótese mais provável para justificar esse quadro clínico?
Fonte: shutterstock.com (adaptado)
Presença de hímen imperfurado, derivado da parede posterior do seio urogenital, impedindo a drenagem do muco vaginal neonatal.
Hiperplasia da glândula de Bartholin, obstruindo o orifício uretral e causando retenção urinária.
Agenesia dos bulbos sinovaginais, impedindo a canalização da vagina e levando à ausência do hímen.
Persistência do seio urogenital como estrutura cística, resultando em obstrução uretral e acúmulo de secreção vaginal.
Defeito na formação dos ductos paramesonéfricos, resultando em falha de conexão com o vestíbulo vaginal.