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Uma criança de 2 anos é admitida com história de febre alta (39,2°C), irritabilidade e otalgia esquerda há cinco dias. Foi tratada inicialmente com amoxicilina por otite média aguda, sem melhora clínica. Evoluiu com edema e eritema retroauricular esquerdo, protrusão da aurícula e dor intensa à palpação local.
A tomografia computadorizada de ossos temporais com contraste evidencia opacificação das células mastoideas, destruição dos septos ósseos intercelulares (coalescência) e coleção subperiosteal posterior à orelha externa. Não há sinais clínicos ou radiológicos de complicações intracranianas.
A criança encontra-se hemodinamicamente estável, sem déficits neurológicos focais. Hemograma revela leucocitose com desvio à esquerda; proteína C-reativa elevada.
Com base no estágio da doença e nas recomendações atuais, qual é a conduta terapêutica mais adequada?
Iniciar antibioticoterapia intravenosa isolada com ampicilina-sulbactam e observar por 72 horas, reservando qualquer procedimento cirúrgico apenas em caso de deterioração clínica.
Realizar mastoidectomia simples associada à miringotomia com colocação de tubo de timpanostomia e iniciar antibioticoterapia intravenosa empírica, com posterior ajuste conforme cultura.
Prescrever antibiótico oral de amplo espectro por quatro semanas, sem necessidade de drenagem, uma vez que não há complicações intracranianas.
Realizar apenas aspiração do abscesso subperiosteal, sem necessidade de drenagem do ouvido médio, e manter antibioticoterapia oral domiciliar.
Iniciar piperacilina-tazobactam associada à vancomicina obrigatoriamente em todos os casos, independentemente de histórico de otite média recorrente ou sinais de sepse.