Dica do autor: Paciente com AVC isquêmico agudo submetido à trombólise intravenosa com alteplase (rtPA) que, nas primeiras 24–48 horas, evolui com rebaixamento do nível de consciência, piora súbita do déficit neurológico e sinais de hipertensão intracraniana deve levantar imediatamente a suspeita de transformação hemorrágica do infarto cerebral.
A trombólise é tratamento padrão quando administrada dentro da janela terapêutica, porém sua complicação mais temida é a hemorragia intracraniana sintomática, especialmente nas primeiras 24–36 horas. O mecanismo envolve:
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Reperfusão de tecido isquêmico com dano endotelial prévio
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Aumento da permeabilidade vascular
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Fragilidade da barreira hematoencefálica
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Extravasamento sanguíneo para o parênquima cerebral
A transformação hemorrágica ocorre tipicamente no território previamente isquêmico, diferentemente da hemorragia subaracnoidea, que não é a complicação clássica da trombólise no AVC isquêmico.
Clinicamente, a suspeita surge diante de:
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Piora abrupta do déficit neurológico
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Deterioração do nível de consciência
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Cefaleia súbita
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Sinais de hipertensão intracraniana
A confirmação deve ser feita com TC de crânio sem contraste imediata.
Alternativa A: INCORRETA. A progressão do AVC por falha da trombólise pode ocorrer, mas não costuma causar deterioração abrupta com sinais de hipertensão intracraniana tão precoces. A piora súbita no segundo dia após trombólise sugere complicação hemorrágica.Alternativa B: INCORRETA. A complicação hemorrágica mais associada ao rtPA é hemorragia intraparenquimatosa no território do infarto, e não hemorragia subaracnoidea primária.
Alternativa C: INCORRETA. A extensão da área de penumbra ocorre nas fases iniciais do AVC e está relacionada à falha de reperfusão precoce, não sendo típica uma deterioração súbita tardia com sinais de hipertensão intracraniana.
Alternativa D: CORRETA. A transformação hemorrágica no território do AVC isquêmico é a complicação mais provável após trombólise, explicando a piora neurológica aguda e os sinais de hipertensão intracraniana
RESPOSTA: ALTERNATIVA D