Pratique questões de medicina
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Um homem de 69 anos, com diagnóstico de Doença de Parkinson há sete anos, comparece à consulta ambulatorial com queixa de constipação crônica, com evacuações infrequentes, fezes endurecidas e distensão abdominal. Relata que o sintoma se intensificou após aumento recente da dose de levodopa. O exame físico revela ruídos hidroaéreos diminuídos e ausência de sinais de alarme. A equipe médica opta por abordagem terapêutica direcionada à constipação funcional relacionada à dismotilidade intestinal parkinsoniana.
Com base nesse cenário, qual das seguintes abordagens farmacológicas é mais apropriada para o tratamento da constipação nesse paciente?
Introduzir formadores de bolo fecal como psyllium, mesmo em pacientes com baixa ingestão hídrica, pois têm ação estimulante direta sobre o plexo mioentérico.
Usar secretagogos como lubiprostona com cautela inicial, pois atuam antagonizando receptores serotoninérgicos e promovem relaxamento do esfíncter anal.
Prescrever opioides antidiarreicos como a loperamida, por sua capacidade de modular o trânsito intestinal em pacientes com disfunção autonômica.
Iniciar laxativo osmótico como polietilenoglicol, devido à boa tolerabilidade e eficácia no aumento do conteúdo hídrico fecal sem prejudicar a motilidade gástrica.
Utilizar procinético dopaminérgico, como domperidona, para reduzir a constipação ao inibir os receptores D2 intestinais.