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SANARFLIX - 2025
Um homem de 62 anos, com diagnóstico recente de linfoma de Hodgkin, iniciou quimioterapia com esquema contendo bleomicina. Após a quarta semana de tratamento, passou a apresentar dispneia progressiva, tosse seca e estertores crepitantes bibasais à ausculta. A radiografia de tórax evidenciou infiltrado reticulonodular difuso, e a tomografia computadorizada de tórax confirmou áreas de fibrose pulmonar intersticial. A função renal do paciente encontra-se discretamente reduzida (clearance de creatinina de 45 mL/min) e ele foi submetido recentemente a oxigenoterapia suplementar durante internação por infecção oportunista.
Com base no caso clínico descrito e nos possíveis mecanismos envolvidos, qual é a explicação farmacológica mais plausível para o quadro pulmonar apresentado?
A bleomicina promove liberação exacerbada de histamina, gerando broncoconstrição difusa e eosinofilia pulmonar.
A toxicidade pulmonar decorre da inibição da ECA pela bleomicina, favorecendo o acúmulo de bradicinina e desencadeando reação inflamatória crônica.
A toxicidade respiratória decorre da ativação dos receptores beta-2 adrenérgicos pelas catecolaminas liberadas durante o uso de quimioterápicos, provocando broncoconstrição paradoxal.
O quadro pulmonar é decorrente da deposição de complexos imunes no interstício pulmonar, mecanismo típico das sulfonamidas e não relacionado à bleomicina.
A bleomicina causa dano oxidativo ao DNA pulmonar, agravado por oxigenoterapia e função renal comprometida, resultando em fibrose intersticial progressiva.