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SANARFLIX - 2025
Um homem de 50 anos, com histórico de doença hepática crônica e miopatia leve, é submetido a avaliação laboratorial que revela: TSH = 1,2 μUI/mL (VR: 0,4–4,0), T4 livre = 1,1 ng/dL (VR: 0,8–1,8), T3 total = 45 ng/dL (VR: 80–180). Os exames de função hepática demonstram elevação de transaminases e hipoalbuminemia. Apesar da ausência de disfunção tireoidiana primária, o paciente apresenta sintomas como fadiga, lentidão cognitiva e intolerância ao frio. Considerando o papel das deiodinases na conversão periférica dos hormônios tireoidianos, e os mecanismos celulares de ação do T3, qual das alternativas abaixo melhor explica o quadro clínico-laboratorial observado nesse paciente?
A inibição da deiodinase tipo 2 (D2) no fígado reduz a disponibilidade local de T3, diminuindo a retroalimentação negativa sobre o hipotálamo e elevando os níveis de TSH.
A baixa afinidade da TBG por T3 em estados de hipoalbuminemia leva à diminuição do T3 livre e à elevação compensatória do T4 e do TSH por feedback direto.
A expressão aumentada de D3 em tecidos como fígado e músculo promove a conversão de T4 e T3 em formas inativas, resultando em estado eutireoidiano com síndrome do T3 baixo.
O bloqueio funcional dos receptores nucleares TRβ nas mitocôndrias reduz a transcrição de genes alvo, provocando elevação de T3 livre e supressão do TSH central.
A elevação de TSH e T4 em um contexto de T3 reduzido indica resistência periférica ao hormônio tireoidiano, caracterizando hipotireoidismo compensado secundário.