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Um homem de 42 anos, com histórico de asma brônquica grave de difícil controle, vem sendo acompanhado em centro especializado há mais de 2 anos. Apesar do uso regular de altas doses de corticosteroide inalatório associado a beta-2 agonista de longa duração, além de tiotrópio, o paciente mantém sintomas persistentes, com duas internações no último ano por exacerbação grave. Exames laboratoriais mostram IgE total elevada e eosinofilia periférica. A espirometria demonstra obstrução brônquica importante (VEF1 < 60% do previsto) e a prova de broncoprovocação com metacolina é positiva. Considerando a refratariedade ao tratamento convencional, o pneumologista indica o início de imunobiológico como terapia adjuvante.

Com base no caso clínico e nas opções terapêuticas disponíveis para imunoterapia na asma, qual das alternativas a seguir está correta quanto ao mecanismo de ação e à indicação do fármaco?

A

O dupilumabe age como antagonista direto dos receptores beta-2, sendo indicado para o alívio sintomático em crises agudas graves de asma eosinofílica.

B

O benralizumabe atua bloqueando a IL-4 e IL-13, sendo preferido em pacientes com asma leve a moderada não alérgica.

C

O reslizumabe inibe seletivamente os receptores de histamina H1, sendo eficaz na asma induzida por exercício físico.

D

O mepolizumabe aumenta a produção de IgG4, bloqueando diretamente a ativação de neutrófilos, sendo preferido em casos de asma mista com componente infeccioso.

E

O omalizumabe é um anticorpo monoclonal que se liga à IgE livre, impedindo sua interação com receptores em mastócitos e basófilos, indicado para asma alérgica grave não controlada.

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