Pratique questões de medicina
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Um homem de 40 anos procura atendimento clínico relatando congestão nasal intensa e rinorreia hialina há cerca de 10 dias, além de pressão facial e dificuldade para dormir. Relata uso contínuo de um spray nasal vasoconstritor de venda livre por mais de uma semana, com alívio temporário dos sintomas. Ao ser questionado, menciona também o uso de uma associação oral de anti-histamínico com descongestionante para “reforçar o efeito”. O médico suspeita de rinite medicamentosa associada ao uso prolongado do descongestionante e decide revisar os mecanismos envolvidos.
Qual das alternativas abaixo corretamente descreve a relação entre anti-histamínicos e descongestionantes nasais, bem como os riscos associados ao uso concomitante e prolongado?
A associação de anti-histamínicos com corticosteroides tópicos promove efeito sinérgico com baixo risco de congestão de rebote, sendo a combinação preferencial no tratamento da rinite viral.
Os descongestionantes nasais de uso tópico atuam exclusivamente por antagonismo dos receptores H1, e o risco de congestão rebote é minimizado quando combinados com anti-histamínicos orais.
A cetirizina, quando associada à nafazolina tópica, inibe a recaptação de noradrenalina, o que prolonga a ação vasoconstritora e reduz efeitos colaterais relacionados ao uso nasal crônico.
Os descongestionantes nasais, como a oximetazolina, atuam como agonistas alfa-adrenérgicos locais, promovendo vasoconstrição e alívio sintomático; o uso prolongado pode levar à congestão de rebote por taquifilaxia, mesmo se associados a anti-histamínicos.
A pseudoefedrina, por ser um anti-histamínico de ação central, reduz a congestão nasal sem afetar a perfusão local, sendo segura para uso crônico em conjunto com corticosteroides tópicos.