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UFS - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE - 2014
Sobre a persistência do ducto onfalomesentérico podemos afirmar:
O divertículo de Meckel é um resquício embriológico em forma de dedo na borda mesentérica do íleo terminal, portanto uma falha na regressão do ducto onfalomesentérico.
O ducto onfalomesentérico pode permanecer patente por todo o seu trajeto, apresentando-se como uma fístula entre o intestino delgado distal e umbigo. Assim permitindo a passagem de mecônio e muco pelo umbigo nos primeiros dias de vida. Porém, não há a necessidade de correção cirúrgica porque se fecham espontaneamente após o nascimento.
A persistência da extremidade distal do ducto onfalomesentérico resulta em um pólipo umbilical, assemelhando-se a granulomas umbilicais, porém não regridem após cauterização. Portando, devem ser tratados cirurgicamente com a retirada da mucosa remanescente, do ducto onfalomesentérico subjacente e, quando presente, do seio umbilical.
O divertículo de Meckel é a apresentação mais comum da persistência do ducto onfalomesentérico, como também a anomalia congênita mais comum do trato gastrintestinal. São geralmente sintomáticos e sua apresentação mais comum, devido a sua invaginação, é a obstrução intestinal.