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HUSE - HOSPITAL DE URGÊNCIA DE SERGIPE - 2025
RCS, 26 anos, sexo masculino procura o Pronto Socorro em 01/11/2023 com queixa de febre alta, cefaleia intensa (dor retroorbitária) e mialgia que tinha iniciado há 24 horas. Nesse atendimento foi questionado sobre sangramento, o qual negou, a Pressão arterial estava em 110X70mmHg. Foi diagnosticado como “virose”, prescrito paracetamol para quando tivesse febre ou dor, orientado que “bebesse muito líquido” e que se não tivesse melhoras retornasse ao serviço de saúde. No dia 04/11/2023, RCS retorna à Unidade de Saúde, referindo melhora da febre, mas mantém mal estar, muita dor abdominal intensa, tontura e cefaleia. Ele estava hidratado, anictérico, acianóticos, eupneico, mucosas normocoradas, temperatura axilar = 36,5ºC e PA=100X70mmHg, prova do laço positiva, sem outros sangramentos. Após essa segunda consulta, o médico diagnosticou clinicamente dengue, orientou o uso de analgésicos (dipirona de 6\6 horas), prescreveu hidratação oral e encaminhou para a coleta de um hemograma para trazer no dia seguinte. Sobre a situação descrita, podemos afirmar que:
Apesar da suspeita clínica de dengue, é importante a coleta de sorologia para dengue (IgM) no momento dos atendimentos, para a devida confirmação diagnóstica.
Com as informações disponíveis podemos estadiar clinicamente o paciente, com o A e B, respectivamente, nos atendimentos sequenciais.
Trata-se de um caso de dengue hemorrágica, pois a prova do laço é positiva.
Pelo estadiamento do caso, o paciente deve ser transferido imediatamente para uma unidade de cuidados intensivos.
O paciente não deveria ser liberado na segunda consulta, deveria ser iniciada hidratação venosa e observação clínica.