Dica do autor: A diferenciação entre anemia ferropriva (deficiência de ferro) e anemia da doença crônica (ou anemia da inflamação) é um tema clássico em provas, e depende principalmente da interpretação de alguns marcadores do metabolismo do ferro. Os principais parâmetros analisados são:
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Ferro sérico
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Ferritina
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TIBC (Total Iron Binding Capacity) / Capacidade total de ligação do ferro
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Saturação da transferrina
Na anemia ferropriva, há depleção real dos estoques de ferro. Assim, observa-se:
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Ferro sérico ↓
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Ferritina ↓ (melhor marcador de estoque de ferro)
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TIBC ↑ (o organismo aumenta a produção de transferrina para captar mais ferro)
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Saturação da transferrina ↓
Já na anemia da doença crônica, ocorre sequestro de ferro mediado pela inflamação, principalmente pela ação da hepcidina, que reduz a liberação de ferro pelos macrófagos e diminui sua absorção intestinal. Nesse caso:
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Ferro sérico ↓
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Ferritina normal ou ↑ (por ser proteína de fase aguda)
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TIBC ↓ ou normal
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Saturação da transferrina ↓
Um macete clássico de prova é lembrar que:
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Ferropriva → ferritina baixa e TIBC alto
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Doença crônica → ferritina normal/alta e TIBC baixo
Alternativa A: INCORRETA. A ferritina é baixa na anemia ferropriva, mas geralmente normal ou elevada na anemia da doença crônica, pois se comporta como proteína de fase aguda.
Alternativa B: INCORRETA. Na anemia da doença crônica, o ferro sérico realmente está baixo, porém a TIBC não é alta; na verdade, costuma estar normal ou diminuída.
Alternativa C: CORRETA. Na anemia ferropriva, o ferro sérico está baixo, enquanto a capacidade total de ligação do ferro (TIBC) está aumentada, refletindo maior produção de transferrina para captar ferro circulante.
Alternativa D: INCORRETA. O ferro sérico está baixo tanto na anemia ferropriva quanto na anemia da doença crônica, não sendo alto nesta última.
Alternativa E: INCORRETA. A TIBC não é baixa em ambas as condições; ela é alta na anemia ferropriva e baixa ou normal na anemia da doença crônica.
Resposta: Alternativa C