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SMS - FLORIPA - SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE FLORIANÓPOLIS - 2022
Patrícia é uma mulher de 32 anos que vem para atendimento no CS acompanhada por seu parceiro, Gilberto. Os dois entram no consultório do residente do primeiro ano de medicina de família e comunidade e então Patrícia relata: “Doutor, estou muito preocupada. Há algumas horas eu estava assistindo televisão com Gilberto quando comecei a sentir uma bola aqui no estômago que subiu para minha garganta, junto com vontade de vomitar e muito frio. Aí eu apaguei e não me lembro do que aconteceu. Só sei que quando voltei, meu corpo estava todo dolorido e minha calça com urina. Isso nunca me aconteceu antes. Na minha família, quando minha irmã era criança, minha mãe conta que ela teve um ‘febrão’ e começou a se debater toda e fazer xixi na calça. Lembrei disso e até fui medir se estava com febre, mas a temperatura deu 36,4. Estou com muito medo de ser coisa ruim na cabeça”. Ao questionar Gilberto que presenciou todo o ocorrido, ele descreve que a cabeça de Patrícia virou para a direita, os olhos ficaram fixos para o alto, os braços pernas começaram a fazer movimentos fortes e rápidos. Relata que a crise durou cerca de 02 minutos, mas que demorou aproximadamente 01h para Patrícia “voltar ao normal e deixar de ficar confusa”. Ao revisar o histórico médico de Patrícia, você percebe que ela usa sertralina 100mg ao dia há 8 meses devido a ansiedade. Não faz uso de outros medicamentos, nem tem outras comorbidades conhecidas. Ao exame físico, apresenta temperatura de 36,8ºC, humor eutímico, língua com sinais de mastigação, exame neurológico e cardiovascular sem alterações. Diante dos dados da história e exame físico, a principal hipótese diagnóstica é:
Crise convulsiva, reforçado pelo histórico familiar e pela perda esfincteriana durante a crise.
Crise convulsiva, reforçado pela língua mordida e lateralização da cabeça durante a crise.
Crise psicogênica, reforçado pelo sentimento crescente do estômago para a garganta e uso de medicamentos para ansiedade.
Crise psicogênica, reforçado pelo exame neurológico sem alterações e características da crise.