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UFMA - HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PRESIDENTE DUTRA - 2012
Paciente do sexo masculino, 48 anos de idade, com diagnóstico inicial de colecistopatia calculosa crônica e coledocolitíase secundária. Submetido à colecistectomia aberta com exploração de vias biliares, porém sem sucesso na remoção de cálculo no colédoco distal. Evoluiu com dor abdominal em andar superior do abdome com irradiação para o dorso, náusea, vômitos, distensão abdominal. Diagnóstico clínico e laboratorial de pancreatite aguda pós-operatória. Manejado inicialmente com medidas conservadoras. A tomografia computadorizada do abdome no 22º dia de pós-operatório evidenciou moderada coleção líquida em retrocavidade dos epíplons. Assinale a alternativa correta:
Após o diagnóstico inicial de pancreatite aguda pós-operatória, a reintervenção cirúrgica imediata seria uma conduta mandatória nessa situação.
A presença de uma coleção fluida peripancreática com três semanas de evolução, durante o surto de pancreatite, pode evoluir para formação de um pseudocisto pancreático, o qual deve ser submetido a tratamento cirúrgico logo após seu diagnóstico.
A presença de um pseudocisto pancreático sugere que o episódio de pancreatite aguda foi grave conforme os critérios de Atlanta (1992).
A Colangiopancreatografia Endoscópica Retrógrada (CPRE) com coledocolitotomia não poderia ser realizada no pré-operatório da colecistectomia, algo que impediria um surto de pancreatite aguda.
As únicas justificativas para intervenção cirúrgica em pseudocistos pancreáticos pós-pancreatite aguda são as complicações infecciosas.