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UFMA - HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PRESIDENTE DUTRA - 2014
Paciente do sexo masculino, 22 anos de idade, com história súbita há três dias de dor epigástrica, seguida de náuseas, vômitos, dor em fossa ilíaca direita e hipogástrio, distensão abdominal, anorexia e febre. Ao exame físico, nota-se desidratação, temperatura axilar de 38°C, estabilidade cardiorrespiratória, abdome distendido difusamente doloroso à palpação superficial e profunda, com peritonismo difuso e redução dos ruídos hidroaéreos. Assinale a alternativa INCORRETA.
O tratamento padrão-ouro da apendicite aguda é a apendicectomia, convencional ou videolaparoscópica, tem como complicação comum a infecção de sítio cirúrgico, a qual se correlaciona com o grau de contaminação da cavidade peritoneal e dos planos anatômicos da parede abdominal.
Nos pacientes com apendicite aguda complicada (gangrena, perfuração, abscesso ou peritonite difusa), recomenda-se a antibioticoterapia com cobertura para germes Gram-negativos aeróbicos e anaeróbicos.
A presença de obstrução apendicular está associada à etiologia do surto de apendicite aguda, sendo determinada comumente pela hipertrofia do tecido linfoide e/ou fecalito no interior do apêndice cecal.
O sinal de Blumberg consiste na dor à descompressão brusca no ponto de McBurney e denota irritação do peritônio somático local, sendo considerado patognomônico de apendicite aguda.
A infecção de sítio cirúrgico do tipo incisional profunda comumente é tratada com abertura da ferida operatória, curativos sequenciais, antibioticoterapia sistêmica e está correlacionada com o risco de hérnia incisional.