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UFCG-HUAC - HOSPITAL UNIVERSITÁRIO ALCIDES CARNEIRO - 2011
Paciente de 47 anos, submetido à correção de fratura de tíbia após acidente automobilístico há 15 dias, por imobilização com gesso, chega à emergência com quadro de dispneia de início súbito, associado à dor no hemitórax esquerdo, sem irradiação para membros. Está com boa saturação, consciente e orientado, apresentando pressão arterial de 190 x 130 mmHg. Considerando os procedimentos a serem tomados, neste caso, assinale a alternativa INCORRETA.
A dosagem de D-dímero nos pacientes que chegam à emergência está sendo abandonada pelo alto índice de falso-negativos, mesmo nos pacientes com baixa probabilidade clínica de tromboembolismo pulmonar.
A tomografia computadorizada de alta resolução vem substituindo a cintilografia como exame de primeira linha para diagnóstico de tromboembolismo pulmonar, sendo esta reservada, principalmente, para pacientes com disfunção renal ou alergia a contraste.
A arteriografia segue como exame padrão-ouro para o diagnóstico, sendo geralmente solicitado nos casos de alta suspeita clínica, quando a tomografia ou cintilografia não confirma tromboembolismo pulmonar ou outras causas de dispneia.
A presença de hipertensão arterial acima de 180 x 120 mmHg é uma contraindicação relativa para uso de trombolíticos, e, neste caso, se houvesse indicação de trombólise, deveríamos primeiro estabilizar sua pressão arterial.
Além da instabilidade hemodinâmica, a disfunção do ventrículo direito ao exame do ecocardiograma vem sendo adotada como outro critério para uso dos trombolíticos.