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HCPA - HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE - 2018
Paciente de 40 anos, com hipertensão arterial sistêmica (HAS) e enxaqueca clássica (aura, fotofobia, fonofobia, parestesia), veio à consulta para revisão ginecológica. Relatou fazer uso de captopril e hidroclorotiazida (para HAS), sumatriptano (para os episódios de enxaqueca) e anticoncepcional oral combinado (AOC) com 35 µg de etinilestradiol e 2 mg de ciproterona há 15 anos. Sem outras queixas, informou ter realizado recentemente revisão com resultados normais para colesterol, triglicerídios e glicemia. A pressão arterial por ocasião da consulta era de 160/110 mmHg. Qual a conduta mais adequada?
Manter o esquema de anticoncepção já que a paciente está bem adaptada e, na troca, haveria aumento do risco de fenômenos tromboembólicos.
Solicitar eletrocardiografia em repouso e de esforço e ecocardiografia, que, se normais, permitiriam a manutenção do contraceptivo.
Informar a paciente sobre o maior risco de eventos cardiovasculares (infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral) e sobre o fato de estar totalmente contraindicado uso de AOC para pacientes com HAS e enxaqueca com aura.
Informar a paciente sobre a necessária redução da dose de etinilestradiol do AOC, já que está em uso de uma pílula de alta dosagem. A troca para uma pílula 15 µg de etinilestradiol melhoraria a enxaqueca e os níveis de pressão arterial.
Recomendar dispositivo intrauterino T de cobre ou ligadura tubária, pois, com esses fatores de risco, não poderia nem mesmo utilizar métodos de progestogênio isolado (via oral, injetável ou implante).