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SCMSP - SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE SÃO PAULO - 2013
Paciente de 31 anos foi submetido à laparotomia exploradora por abdome agudo obstrutivo, sendo o achado operatório uma hérnia diafragmática esquerda com encarceramento do ângulo esplênico do cólon no tórax. Havia grande distensão e edema das alças intestinais dificultando a redução do conteúdo herniado e o fechamento da parede abdominal. No pós-operatório imediato, o paciente que permanecia sob ventilação mecânica evoluiu com instabilidade hemodinâmica e oligoanúrico necessitando de drogas vasoativas. A pressão intra-abdominal aferida 6 e 10 horas após a operação foi, respectivamente, 25 e 28 mmHg. Com relação a essa evolução, podemos afirmar que:
Essa evolução traduz resposta endocrinometabólica precária ao trauma cirúrgico, podendo ser otimizada com o uso de corticoides em baixas doses.
Pode ser justificada pela síndrome compartimental abdominal e dessa forma a descompressão do abdome está indicada.
Essa evolução é comum após a correção de uma hérnia diafragmática, uma vez que a acomodação do conteúdo reduzido na cavidade abdominal demora em média 48h.
Essa evolução não se justifica, pois o paciente apresenta uma hipertensão intra-abdominal grau II.
A piora clínica do paciente justifica-se pela escolha da laparotomia exploradora como via de acesso, ao invés da toracotomia esquerda, que seria a via de acesso de escolha para esse caso.