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HCG - HOSPITAL DAS CLÍNICAS DE GOIÁS - 2013
Paciente com 70 anos, do sexo feminino, menopausa há 20 anos, não fez reposição hormonal e refere mãe com antecedente de fratura do colo do fêmur. É tabagista há 50 anos (20 cigarros/dia), sedentária, com cifose dorsal aumentada, história de fratura do punho direito após queda de própria altura há 15 anos e tratada com gesso, tem doença de Parkinson, sendo deambuladora domiciliar. Refere que há 12 horas sofreu queda no banheiro de sua casa, sentada, com trauma no quadril esquerdo, com dor e limitação, posição de rotação externa e encurtamento do membro inferior esquerdo, com desvio rotacional e impossibilidade de deambulação. Veio de ambulância do interior com imobilização provisória e dois exames feitos em sua cidade. Realizada hoje uma radiografia da bacia em anteroposterior, que evidencia fratura do colo do fêmur no quadril esquerdo, com desvio dos fragmentos e desmineralização óssea difusa e uma densitometria óssea de seis meses atrás com T-score na coluna lombar de - 1,8 e no colo do fêmur direito de -1,5. No caso dessa paciente,
a fratura prévia do punho direito não representa risco aumentado para outras fraturas, como a do colo femoral.
o tratamento não cirúrgico com tração e imobilização é preferível ao tratamento cirúrgico devido à sua faixa etária.
o tratamento cirúrgico com redução aberta e a fixação interna com parafusos canulados são preferíveis à artroplastia do quadril.
o prognóstico de morrer no primeiro ano após a fratura do fêmur proximal é de 25% e de apresentar alguma difilcudade em suas atividades de vida diárias é de 80%.