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UNAERP - UNIVERSIDADE DE RIBEIRÃO PRETO - 2014

Paciente, 26 anos, sexo masculino, diagnóstico de infecção por HIV há cerca de 6 anos. Iniciou tratamento antirretroviral há 4 anos quando na ocasião apresentava CD4 = 70 células e carga viral = 150.000 cópias/ml. Há 18 meses abandonou o tratamento. Chega na urgência com queixas de febre há 1 semana, acompanhada de cefaleia holocraniana e diminuição de força em dimídio direito. Tem história de alergia a sulfametoxazol-trimetoprim e AAS. Ao exame físico estava afebril, levemente taquipneico, hipocorado (+2/+6), com adenomegalias em toda cadeia cervical e axilar. Hemodinamicamente estável, ausculta cardiopulmonar normal. Exame neurológico apresentava diminuição de força grau II em dimídio direito, nuca livre e alerta. Qual a conduta correta a ser estabelecida:

A

Neurotoxoplasmose e linfoma do SNC são as principais possibilidades diagnósticas e portanto deve ser realizado imediatamente exame do LCR e iniciada terapia com sulfadiazina + pirimetamina + ácido folínico, além de biópsia linfonodal para comprovação diagnóstica.

B

Criptococose é a principal hipótese diagnóstica, por se tratar da infecção do SNC mais frequente em pacientes com infecção por HIV e seu tratamento deverá ser realizado com anfotericina-B.

C

Manitol na dose de 1mg/kg/peso, em bolus, deverá ser administrado imediatamente, antes mesmo de realizar exame de neuroimagem, pois trata-se de um quadro de síndrome de hipertensão intracraniana.

D

Aguardar resultado de biópsia de gânglio para iniciar tratamento.

E

Neurotoxoplasmose é a principal hipótese diagnóstica e seu tratamento deverá ser realizado com clindamicina + pirimetamina + ácido folínico, se tomografia computadorizada apresentar lesão com imagem sugestiva, mesmo que LCR apresente testes imunológicos negativos para toxoplasmose.

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