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Mulher de 52 anos, com episódios recorrentes de dor em hipocôndrio direito pós-prandial, náuseas e intolerância a gorduras, procura avaliação cirúrgica. Afebril, sem icterícia. Exames: leucócitos 7.500/mm³, PCR 2 mg/L, bilirrubinas/FA/GGT normais. Ultrassonografia: múltiplos cálculos vesiculares, parede 3 mm, sem líquido perivesicular, Murphy ultrassonográfico negativo, colédoco 6 mm. Pela Classificação/Tóquio, não preenche critérios de colecistite aguda (ausência de inflamação sistêmica e de achados inflamatórios em imagem). A paciente está ansiosa, verbaliza dúvidas sobre riscos/benefícios e pergunta se “pode esperar mais um pouco” ou se “é melhor operar logo”.

Qual a conduta mais adequada, do ponto de vista técnico e ético-comunicacional?

A

Explicar que o caso é de colelitíase sintomática eletiva (sem critérios de Tóquio), discutir opções e timing (cirurgia eletiva precoce vs. conduta expectante), riscos/benefícios/alternativas, sinais de alarme, oferecer material escrito/apoio ao decisão compartilhada, confirmar entendimento (teach-back) e documentar consentimento ou preferência informada.

B

Indicar internação, antibiótico e colecistectomia de urgência pela possibilidade de progressão, realizando consentimento no centro cirúrgico para não postergar a intervenção.

C

Propor ácido ursodesoxicólico e dieta com baixo teor de gordura como tratamento de primeira linha, deixando a cirurgia apenas se não houver resposta após 12 meses.

D

Agendar colecistectomia laparoscópica nas próximas 2–4 semanas, com consentimento padronizado apenas no pré-operatório, para evitar aumentar a ansiedade da paciente.

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