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AMP - PR - ASSOCIAÇÃO MÉDICA DO PARANÁ - 2023
Mulher, 50 anos de idade, menopausada aos 48 anos, vem à consulta para dosagem hormonal, principalmente a de testosterona. Reclama que vem sentindo-se indisposta para a atividade sexual e também com secura vaginal. Refere que tem tido acesso a comentários nas redes sociais sobre a importância e os benefícios da reposição de testosterona neste período da vida. Qual destas opções seria justificada para esta paciente?
Valores baixos de testosterona em mulheres na pós menopausa só devem ser corrigidos com a reposição isolada de androgênios caso o risco de câncer de mama seja baixo e a paciente seja histerectomizada.
É desnecessária a realização de tal exame. A presença de hipodesejo seguindo os critérios classificados no DSM 5 como Transtorno do Interesse/Excitacão Sexual Feminina é superior à dosagem sérica da testosterona para a decisão sobre o tratamento adequado.
Valores baixos de androgênios devem ser melhor investigados com a dosagem de testosterona biodisponível ou calculado usando a fórmula de Vermeulen para então, julgar a necessidade da reposição.
A maioria dos estudos relaciona o uso de testosterona na pós menopausa ao aumento da pressão arterial sistêmica e à apneia do sono. Recomenda-se portanto, nestes casos, evitar a reposição mesmo que os valores séricos indiquem deficiência.
Embora não haja comercialmente uma preparação de testosterona disponível e aprovada pela ANVISA em nosso meio, existem estudos sobre o menor risco de efeitos colaterais quando em uso de fórmulas bioidênticas.