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Lactente de 20 dias de vida é levado à primeira consulta de puericultura. Nasceu de parto natural, em domicílio, com 38 semanas de gestação e peso de nascimento de 3 kg. Está em aleitamento materno exclusivo, encontra-se ativo, com bom ganho ponderal e sem intercorrências clínicas até o momento. A mãe relata que optou por não levar o recém-nascido a uma unidade de saúde após o nascimento, motivo pelo qual ele ainda não recebeu nenhuma das vacinas preconizadas ao nascer. Ao ser orientada sobre a importância das vacinas, a mãe demonstra resistência, justificando que acredita existir relação entre vacinas e desenvolvimento de transtorno do espectro autista, por informações encontradas na internet. Diante dessa situação, qual deve ser a melhor conduta por parte do médico?
Orientar que, apesar das vacinas serem importantes, respeitará a decisão da mãe de não vacinar, uma vez que se trata de autonomia familiar.
Alertar sobre a obrigatoriedade legal das vacinas no primeiro ano de vida, comunicando o Conselho Tutelar para garantir a imunização do recém-nascido.
Estabelecer vínculo com a mãe, esclarecer com base científica que não há relação entre vacinas e autismo, e reforçar os benefícios da vacinação, incentivando o início imediato do calendário vacinal.
Recomendar apenas a vacinação contra Hepatite B nesse momento, adiando a BCG para quando a mãe se sentir mais segura com relação aos efeitos adversos.