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UFPB - HOSPITAL UNIVERSITÁRIO LAURO WANDERLEY - 2021
João tem 45 anos e vem à Unidade de Saúde da Família (USF) referindo dor no ombro direito, que piora quando eleva o membro superior acima da cabeça. Nega história de trauma. Trabalha como estoquista em um supermercado. Ao exame físico, foi identificado dor na região subacromial à palpação; amplitude de movimento preservada à movimentação passiva e diminuída à movimentação ativa de elevação; dor no teste de Apley; força preservada e dor nas manobras de Neer e Hawkins. Pela história e exame físico, a médica da USF identifica tendinopatia do manguito rotador e orienta crioterapia, uso de AINE, repouso relativo (fornece atestado para 10 dias) e encaminhamento para fisioterapia. Discutindo o caso com um colega residente de ortopedia, a médica foi repreendida por não ter encaminhado o paciente João para o especialista ou por não ter solicitado uma ressonância magnética do ombro, pois havia o risco de haver lesão do tendão do supraespinhoso. Observando a história do paciente João e a discussão entre a médica da USF e o colega residente em ortopedia, a melhor opção na consulta realmente teria sido:
A informada pelo residente de ortopedia de referenciar o paciente para o ortopedista, já que esse tipo de situação não se resolve na Atenção Primária à Saúde.
A de não encaminhar, mas solicitar ultrassonografia do ombro e não a ressonância magnética, pois é mais barato para os pacientes que frequentam a Atenção Primária à Saúde.
A tomada pela médica, pois a história e exames físicos reforçam a avaliação de tendinopatia e o manejo inicial deveria ser como o recomendado pela profissional.
A orientada pelo residente de ortopedia, somente após a chegada do resultado da ressonância magnética, que é o exame padrão ouro para os sintomas do paciente.
A orientada pelo residente de ortopedia, porém sem a necessidade do exame de imagem, já que a história e exame físico reforçam lesão que requer tratamento cirúrgico.