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UFC - UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ - 2011
João, 3 anos de idade, é trazido pelos pais para consulta com o pediatra, por queixa de “ausência de testículo direito”. Ao exame, observa-se testículo esquerdo tópico e testículo direito não palpável seja na bolsa escrotal, seja em região inguinal ipsilateral. Sobre essa criança, podemos afirmar que:
O pediatra deve tranquilizar os pais sobre não haver necessidade de operar João com esta idade, pois o testículo pode descer espontaneamente para a bolsa escrotal até os 4 anos.
João necessita ser encaminhado para o cirurgião para intervenção logo que possível, entre outros, face ao risco de malignização da gônada.
João não tem indicação cirúrgica no momento, devido ao baixo risco de atrofia testicular.
A ultrassonografia abdominal e de região inguinal possui baixo valor para definir conduta, mas a ressonância nuclear magnética permite redução significativa de exames falso-negativos na situação clínica exposta.
A criança necessita ser encaminhada para o cirurgião para intervenção até os 6 anos de idade, independente de o testículo ser ou não palpável na região inguinal.