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Homem de 62 anos, portador de doença renal crônica há seis anos, hipertensão e diabetes de longa data, em seguimento ambulatorial, relata há cerca de três meses piora progressiva da fadiga, intolerância aos esforços e palidez cutânea. Nega sangramentos, melena, hemoptise, hematúria e nunca recebeu transfusões. Usa losartana 50 mg duas vezes ao dia, sinvastatina 20 mg e metformina 850 mg. No exame físico, apresenta pressão arterial de 142×86 mmHg, frequência cardíaca de 82 bpm, ausculta cardiovascular sem sopros, pulmões limpos, ausência de edemas e mucosas hipocoradas, sem icterícia. Os exames mostram hemoglobina de 9,2 g/ dL, hematócrito de 28%, VCM 88 fL, reticulócitos 0,6% ferritina 200 ng/mL, ferro sérico 70 µg/ dL, saturação de transferrina 24%, creatinina 2,8 mg/dL, ureia 88 mg/dL, TFG (KOIGO) dė 28 mL/min/1,73m², potássio 4,9 mEq/L e níveis de vitamina B12 e ácido fólico dentro da normalidade. + normal.
Diante desse cenário clínico e laboratorial, qual a conduta terapêutica inicial mais adequada?
Transfundir concentrado de hemácias a cada duas semanas.
Iniciar eritropoetina subcutânea associada a ferro (oral ou EV) conforme estoque.
Repor apenas ferro (preferencialmente endovenoso) sem agente estimulador da eritropoiese.
Tratar apenas se a hemoglobina for menor que 7 g/dL.
Solicitar biópsia de medula óssea para excluir mielodisplasia.