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Homem de 61 anos, hipertenso, tabagista, com doença arterial periférica conhecida e uso crônico de anti-hipertensivos (anlodipino, hidroclorotiazida e enalapril), é encaminhado para avaliação nefrológica por elevação progressiva da creatinina nos últimos 4 meses (1,2 → 2,4 mg/dL), sem alterações urinárias ou sinais de síndrome nefrótica. Nega uso de anti-inflamatórios. Refere episódios de dispneia paroxística noturna nos últimos dias. Ao exame físico: PA 162/92 mmHg, pulsos femorais diminuídos bilateralmente, sopro abdominal audível. O USG Doppler mostrou baixa velocidade de fluxo em artérias renais bilaterais, sem definição adequada dos ramos distais.
A equipe médica cogita estenose bilateral de artérias renais e está em dúvida sobre o melhor exame complementar para confirmar o diagnóstico e orientar a conduta.
Qual das alternativas representa a decisão mais adequada nesse caso?
Realizar angio-RM com gadolínio, pois é o método de escolha para avaliação precisa do grau de estenose em pacientes com insuficiência renal.
Solicitar cintilografia renal com captopril, que tem alta sensibilidade para estenoses bilaterais e casos com TFG reduzida.
Indicar arteriografia digital com contraste iodado como padrão-ouro diagnóstico, mesmo com risco de nefropatia induzida por contraste.
Evitar cintilografia renal com captopril, pois sua acurácia é reduzida em pacientes com disfunção renal e estenose bilateral.
Substituir o IECA por betabloqueador, e aguardar melhora da função renal antes de investigar com métodos invasivos