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HSL - SP - HOSPITAL SÍRIO-LIBANÊS - SP - 2026

Homem de 28 anos, vítima de agressão por arma branca, é trazido ao serviço de emergência. Na avaliação primária, mantém consciência (ECG = 15); pressão arterial 130/80 mmHg; FC 92 bpm; Sat. O₂ 96%, em ar ambiente; FR 18/min. Há um ferimento puntiforme, de aproximadamente 2,0 cm, na linha média anterior do pescoço, em nível cervical (aprox. região supraesternal, correspondente à zona II), com escape contínuo de ar visível no ferimento durante a respiração e início de enfisema subcutâneo cervical palpável. Refere rouquidão leve, sem sangramento externo ativo volumoso e sem sinais de hematoma expansivo. Colar cervical colocado; não há sinais claros de instabilidade hemodinâmica no momento. Qual é a melhor conduta imediata a ser adotada nesse caso?

A

Aplicar curativo oclusivo (vedante) sobre o ferimento do pescoço e observar na sala de emergência, solicitando TC de pescoço e tórax antes de qualquer tentativa de via aérea.

B

Realizar intubação orotraqueal por via direta, com SRI (sequência rápida de intubação), na sala de emergência, sem intubação guiada por fibra/broncoscopia.

C

Encaminhar diretamente para cricotireoidostomia cirúrgica de emergência, como primeira escolha de via aérea.

D

Deixar colar cervical, monitorizar e iniciar antibiotico-profilaxia; aguardar evolução clínica por 1-2 horas antes de decisões sobre via aérea ou realização de exames de imagem.

E

Garantir via aérea de forma controlada, em ambiente com equipe cirúrgica presente (preferencialmente intubação endotraqueal guiada por fibrobroncoscópica ou videolaringoscópio), com disponibilidade imediata para cricotireoidostomia/traqueostomia, se não for possível a intubação.

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