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HTLF - HOSPITAL TARQUÍNIO LOPES FILHO - 2014
Gestante com 27 anos, primigesta, relato de seis consultas no pré natal sem intercorrências, deu entrada na maternidade em período expulsivo. Ao ser examinada pelo obstetra, foi evidenciada a presença de líquido meconial fluido. Qual a conduta na sala de parto, com o recém nascido logo ao nascer?
A conduta do pediatra frente à presença de líquido tinto de mecônio depende da vitalidade ao nascer. Se a avaliação resultar normal, o RN receberá cuidados de rotina na sala de parto.
O pediatra deve realizar a retirada do mecônio residual da hipofaringe e da traqueia sob visualização direta e fonte de calor radiante. Aspirar traqueia através da cânula traqueal conectada a um dispositivo para aspiração de mecônio; se o RN permanecer com FC <100 bpm, respiração irregular ou apneia, iniciar a ventilação com pressão positiva.
Na presença de líquido amniótico meconial, fluido ou espesso, o obstetra deve realizar a aspiração das vias aéreas, pois esse procedimento diminui a incidência de síndrome de aspiração de mecônio.
Não é necessário avaliar recém nascido com líquido meconial ao nascimento.
Quando o neonato com líquido amniótico meconial fluido ou espesso, logo após o nascimento, não apresentar ritmo respiratório regular e/ou o tônus muscular estiver flácido e/ou a FC <100 bpm, seguir os passos iniciais e coloca-lo no seio materno.