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UFF - HOSPITAL UNIVERSITÁRIO ANTÔNIO PEDRO - 2012
Foi encaminhado para avaliação de risco cirúrgico paciente de 74 anos, diabético tipo 2, hipertenso, com cirurgia proposta de endarterectomia da carótida direita. O paciente está assintomático, mas há seis meses apresentou hemiparesia braquial esquerda, atribuída, na ocasião, a Ataque Isquêmico Transitório (AIT). Angiotomografia de carótidas mostra obstrução de 90% na carótida direita e 30% na esquerda. Está em uso de AAS, sinvastatina, losartana, metformina e insulina NPH à noite. Exames laboratoriais com hemograma e coagulograma normais, glicemia em jejum: 115 mg/dl, hemoglobina glicada: 6,9%, ureia: 82 mg/dl, creatinina: 2,7 mg/dl, sódio: 140 mEq/L, potássio: 5,1 mEq/L. Utilizando o índice de risco cardíaco modificado como ferramenta para estratificação de risco cardiovascular para cirurgias não cardíacas, a conduta CORRETA é:
solicitar um teste funcional não invasivo, como por exemplo, uma cintilografia do miocárdio em repouso e em estresse.
adiar a cirurgia e realizar coronariografia, pois, caso ocorram lesões coronarianas críticas, seria mais apropriado cirurgia de revascularização combinada, carotídea e miocárdica.
iniciar metoprolol oral até atingir controle da frequência cardíaca e pressão arterial, podendo-se, então, liberar o paciente para cirurgia.
iniciar metoprolol oral e solicitar coronariografia.
liberar o paciente para cirurgia, uma vez que a situação clínica indica intervenção de urgência.