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Durante uma visita domiciliar, uma médica da atenção primária se depara com um paciente de 67 anos, hipertenso e em uso crônico de varfarina, que relata uso frequente de "medicina natural" para “melhorar a circulação e a memória”. Ao ser questionado, ele revela utilizar chá de ginkgo biloba três vezes ao dia, há aproximadamente dois meses. Semanas antes, ele foi internado por um episódio de epistaxe espontânea e prolongada, sendo necessário ajuste da anticoagulação.
Considerando os mecanismos farmacocinéticos e farmacodinâmicos envolvidos nas interações entre fitoterápicos e medicamentos alopáticos, qual das alternativas explica de forma mais adequada o risco associado ao uso do ginkgo biloba nesse contexto?
O ginkgo biloba inibe diretamente a agregação plaquetária por antagonismo competitivo aos receptores de tromboxano A2, potencializando o risco hemorrágico quando associado à varfarina.
O extrato de ginkgo biloba induz a enzima CYP2C9, responsável pela metabolização da varfarina, resultando em acúmulo plasmático e aumento do efeito anticoagulante.
A planta age como agonista parcial dos receptores 5-HT3, alterando o metabolismo hepático da varfarina e favorecendo eventos trombóticos.
Os constituintes ativos do ginkgo biloba interferem na hemostasia por inibição da agregação plaquetária e podem potencializar os efeitos da varfarina, aumentando o risco de sangramentos.
A administração concomitante de ginkgo biloba e varfarina é segura, desde que a ingestão do fitoterápico ocorra em preparações caseiras de baixa concentração e sob supervisão farmacêutica.