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Durante uma visita domiciliar, um médico de família é chamado para avaliar um paciente idoso, acamado, portador de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) em uso contínuo de broncodilatadores. O paciente apresenta episódios recorrentes de vômitos induzidos pela alimentação por sonda enteral, além de crises frequentes de dispneia noturna que exigem ação farmacológica rápida. Considerando a condição clínica, as limitações do paciente e os princípios farmacocinéticos relacionados às vias de administração, o médico opta por ajustar o regime terapêutico.
Com base nas vias de administração de fármacos e seus efeitos sobre a absorção, biodisponibilidade e metabolismo de primeira passagem, qual das seguintes condutas apresenta a melhor estratégia terapêutica para garantir ação rápida e evitar perda do fármaco por metabolismo hepático precoce?
Optar pela via oral sólida, preferencialmente em cápsulas de liberação prolongada, uma vez que o trato digestivo absorve melhor fármacos lipofílicos em pacientes com esvaziamento gástrico lento.
Realizar administração retal profunda com supositórios, pois essa via garante absorção completa pela veia hemorroidária inferior, evitando completamente o metabolismo hepático.
Introduzir o fármaco por via intramuscular, que possui absorção mais rápida que a intravenosa, ideal para quadros de dispneia com necessidade de ação imediata.
Optar pela via sublingual, que permite absorção rápida pela rica vascularização da mucosa oral, evitando o metabolismo hepático de primeira passagem e garantindo ação sistêmica rápida e eficaz.
Manter a via enteral utilizando formas líquidas, visto que a absorção intestinal garante biodisponibilidade semelhante à intravenosa e não sofre interferência significativa do metabolismo hepático.