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SANARFLIX - 2025
Durante uma oficina comunitária sobre uso racional de medicamentos e plantas medicinais, um farmacêutico é questionado sobre o consumo caseiro de guaco (Mikania glomerata) para tratamento de infecções respiratórias. Uma das participantes, hipertensa e em uso de losartana, relata que utiliza xarope artesanal de guaco sempre que está gripada e que costuma fazer o chá concentrado da planta para “limpar o pulmão”. Recentemente, foi internada por quadro de elevação súbita da pressão arterial com cefaleia intensa, náuseas e dor torácica leve, mas sem alterações em exames cardíacos.
Diante desse cenário, qual é o mecanismo mais plausível que explica a possível relação entre o uso do guaco e o evento clínico apresentado?
O guaco possui compostos cumarínicos que, em altas doses, podem induzir efeitos adversos cardiovasculares, como elevação da pressão arterial e hepatotoxicidade, especialmente quando associado a antihipertensivos.
O extrato de guaco atua como inibidor seletivo da enzima conversora de angiotensina (ECA), potencializando os efeitos da losartana e provocando crise hipertensiva paradoxal.
O uso prolongado de guaco estimula receptores adrenérgicos alfa-1, resultando em vasoconstrição periférica e retenção hidrossalina.
A planta contém alcaloides piperidínicos que antagonizam receptores colinérgicos muscarínicos, interferindo na regulação autonômica da pressão arterial.
Os constituintes fenólicos do guaco induzem metabolismo hepático da losartana, diminuindo sua eficácia e favorecendo episódios de hipotensão compensatória.