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Durante uma investigação de infertilidade masculina, um homem de 27 anos realizou ultrassonografia escrotal, que revelou a presença de testículo de tamanho reduzido, com ausência de túbulos seminíferos funcionais. Ao aprofundar a história clínica, ele relatou ter sido submetido à cirurgia na infância para correção de uma malformação congênita, diagnosticada como criptorquidia bilateral.
Diante desse contexto e considerando o desenvolvimento embriológico do sistema genital masculino, qual das alternativas a seguir descreve corretamente o motivo pelo qual a criptorquidia, mesmo corrigida tardiamente, pode levar à infertilidade?
A permanência prolongada dos testículos fora da bolsa escrotal compromete a integridade da barreira hematotesticular, promovendo apoptose precoce das espermatogônias e fibrose dos cordões seminíferos.
A criptorquidia impede a produção do hormônio antimulleriano pelas células de Leydig, o que compromete a regressão dos ductos paramesonéfricos e favorece a formação de estruturas genitais femininas internas.
A falha na descida testicular está relacionada a mutações do gene SRY, impedindo a diferenciação adequada dos cordões seminíferos e bloqueando a produção de testosterona fetal.
A ausência de estímulo da gonadotrofina coriônica humana (hCG) durante a embriogênese compromete a formação do gubernáculo e, por consequência, da túnica albugínea, essencial para a espermatogênese.
A criptorquidia reduz a sensibilidade do testículo à di-hidrotestosterona, resultando em hipoplasia do epidídimo e obstrução dos ductos deferentes, impedindo a ejaculação eficaz.