Pratique questões de medicina
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Durante uma consulta ambulatorial, um paciente de 34 anos, com histórico de transtorno afetivo bipolar tipo I, relata episódios recentes de irritabilidade intensa, insônia, aumento da energia e comportamento impulsivo. Após avaliação psiquiátrica, é indicada a introdução do carbonato de lítio como estabilizador do humor. O médico explica a importância de ajustar a dose conforme a fase do tratamento e monitorar os níveis plasmáticos da medicação para evitar toxicidade.
Com base no esquema terapêutico e nas características farmacocinéticas do lítio, qual das seguintes condutas está mais adequada à fase aguda da mania e condiz com a segurança terapêutica da droga?
Aumentar gradualmente até 2400 mg/dia, sem controle dos níveis séricos, pois a toxicidade do lítio é rara e geralmente não afeta o sistema renal.
Utilizar doses iniciais entre 900–1200 mg/dia divididas em duas ou três tomadas, ajustando conforme os níveis séricos para permanecer entre 0,8 e 1,2 mEq/L.
Iniciar com a dose mínima de 300 mg/dia, com aumento apenas se houver piora clínica significativa, evitando controle laboratorial frequente por risco de flutuação dos níveis.
Manter dose fixa de 600 mg/dia por tempo indefinido, já que o lítio possui meia-vida longa e não necessita ajustes frequentes após estabilização.
Iniciar o tratamento com 1500–1800 mg/dia em dose única noturna, independentemente da função renal, pois o efeito é mais eficaz com doses elevadas concentradas.