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Durante um procedimento de artroplastia total de joelho, um paciente de 67 anos com histórico de hipertensão controlada e função renal preservada recebe anestesia regional com Cloridrato de Ropivacaína por bloqueio do nervo femoral. Após cerca de 15 minutos, o paciente começa a apresentar zumbido, gosto metálico na boca, agitação psicomotora e, logo depois, convulsão tônico-clônica generalizada. A equipe médica realiza intervenções apropriadas e estabiliza o quadro.

Fonte: Criado por IA.
Considerando o mecanismo de ação e o perfil farmacocinético da Ropivacaína, bem como seus potenciais efeitos adversos, qual das seguintes afirmações está mais correta em relação ao fármaco utilizado?
Por apresentar baixo grau de ligação a proteínas plasmáticas, a Ropivacaína possui rápida distribuição para tecidos cerebrais, sendo contraindicada em procedimentos com anestesia regional de longa duração.
A toxicidade sistêmica por Ropivacaína está geralmente associada à sua ação bloqueadora de canais de sódio em tecidos excitatórios, como SNC e coração, podendo manifestar-se inicialmente com sintomas neurológicos.
Diferente dos demais anestésicos locais do tipo amida, a Ropivacaína não atravessa a barreira hematoencefálica, o que reduz drasticamente a ocorrência de efeitos adversos centrais, mesmo em doses elevadas.
A Ropivacaína é um anestésico local do tipo éster, metabolizado principalmente por pseudo-colinesterases hepáticas, o que contribui para sua curta duração de ação e baixo potencial cardiotóxico.
A Ropivacaína apresenta maior lipossolubilidade em comparação à Bupivacaína, o que explica sua maior potência anestésica e maior risco de neurotoxicidade em bloqueios periféricos.