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Durante o tratamento de um paciente com Doença de Parkinson, o médico opta por introduzir a selegilina como adjuvante à levodopa/carbidopa, visando potencializar a ação da dopamina endógena e reduzir a necessidade de aumento da dose de levodopa. Após algumas semanas, o paciente relata insônia, cefaleia e elevação dos níveis pressóricos após o consumo de alimentos ricos em tiramina, como queijos curados e embutidos.
Qual a explicação farmacológica mais adequada para o quadro clínico descrito?
A selegilina atua como agonista dopaminérgico D2 e, em doses elevadas, ativa receptores adrenérgicos centrais, causando hipertensão.
A inibição da dopa descarboxilase pela selegilina aumenta a dopamina periférica e promove efeitos colaterais noradrenérgicos.
O aumento da afinidade da levodopa por receptores serotoninérgicos induz ativação simpática e crises adrenérgicas.
A ação inibitória da selegilina sobre os receptores NMDA interfere no metabolismo de aminas vasoativas e potencializa efeitos excitatórios.
A seletividade da selegilina pela MAO-B é dose-dependente; em doses elevadas, ela também inibe a MAO-A, levando à reação hipertensiva pela tiramina.