Pratique questões de medicina
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Durante avaliação ambulatorial, um paciente de 59 anos com diagnóstico de insuficiência renal crônica em estágio avançado apresenta perda de massa muscular, baixa estatura residual e sinais de osteodistrofia renal. Exames laboratoriais mostram níveis normais a elevados de GH e concentrações plasmáticas reduzidas de IGF-1. A função hepática está preservada e não há evidências de desnutrição proteico-calórica.
Considerando a fisiologia do eixo GH–IGF-1 e os efeitos sistêmicos da uremia, qual das alternativas a seguir melhor explica a dissociação entre GH e IGF-1 nesse paciente?
O excesso de GH inibe a produção hepática de IGFBPs, levando à rápida degradação do IGF-1 na circulação.
A retenção de metabólitos urêmicos interfere na sinalização dos receptores de GH, reduzindo a síntese hepática de IGF-1.
A ação direta da somatostatina renal promove bloqueio central de GH, resultando em deficiência funcional de IGF-1.
O excesso de insulina endógena em pacientes com disfunção renal estimula a degradação do IGF-1 pelas células hepáticas.
A acidose metabólica crônica estimula a secreção de grelina, que por feedback negativo reduz a produção de IGF-1.