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Durante a avaliação de três recém-nascidos em uma enfermaria neonatal, a equipe observa alterações de coloração cutânea compatíveis com quadros de cianose. A imagem abaixo foi utilizada para fins educativos, ilustrando diferentes padrões de cianose em crianças de variados fototipos. Sabendo-se que a cianose central é decorrente de dessaturação arterial sistêmica, enquanto a cianose periférica está geralmente associada à vasoconstrição ou lentificação do fluxo sanguíneo, analise os achados clínicos abaixo:

Fonte: Chidiebere Ibe/Wikimedia.org
Um recém-nascido apresenta saturação de oxigênio abaixo de 80% mesmo em ar ambiente, coloração azulada de mucosas e língua, taquipneia progressiva e sopro cardíaco auscultado no segundo espaço intercostal esquerdo. Já outro lactente, com extremidades frias e levemente azuladas, tem saturação de 97% em repouso e sem outros sinais de desconforto.
Com base na fisiopatologia e no exame físico dos dois casos, assinale a alternativa que melhor diferencia os mecanismos e possíveis causas para os achados observados na imagem:
A cianose periférica está invariavelmente relacionada à hipóxia arterial, exigindo investigação de causas cardíacas ou pulmonares graves mesmo na ausência de sintomas sistêmicos.
A presença de cianose central associada a saturação de oxigênio <85% sugere shunt intracardíaco com mistura de sangue, sendo compatível com cardiopatias congênitas como transposição das grandes artérias ou tetralogia de Fallot.
Cianose central com saturação normal em ar ambiente geralmente indica alteração cutânea benigna em neonatos, como acrocianose fisiológica transitória.
A diferenciação clínica entre cianose central e periférica é irrelevante na prática, visto que ambas compartilham a mesma origem hemodinâmica e resposta ao oxigênio suplementar.
A cianose central só é considerada patológica quando associada a sinais de insuficiência respiratória grave, sendo descartada na ausência de estridor, gemência ou retrações intercostais.