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HECI - HOSPITAL EVANGÉLICO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM - 2014
Determinado paciente, sexo masculino, 65 anos, sem patologias diagnosticadas previamente, sofre uma Parada Cardiorrespiratória (PCR) em domicílio. Dá entrada no pronto-socorro do Hospital Evangélico após cerca de 10 minutos do evento, sendo prontamente atendido pela equipe SAVI do hospital. Após cerca de 50 minutos de atendimento, consegue-se retorno à circulação espontânea e o paciente é transferido ao CTI. No CTI evoluiu com quadro grave de encefalopatia hipóxico-isquêmica, coma profundo e, após cerca de 48h, com sinais clínicos indicativos de morte encefálica (midríase fixa, teste de apneia positivo, ausência de reflexos de tronco cerebral). Acerca do caso, marque a alternativa CORRETA:
O atendimento inicial do caso pela equipe SAVI e as medidas de reanimação que foram realizadas são considerados como distanásia, medida considerada antiética e desrespeitosa ao paciente que já estava em PCR há cerca de 10 minutos da chegada ao hospital.
Mesmo com a manifestação da família do desejo de não ser doadora, após o momento em que a suspeita clínica de morte encefálica foi feita, a realização da arteriografia cerebral é obrigatória por lei para confirmação diagnóstica.
Mesmo devidamente confirmada a morte cerebral, com todos os exames diagnósticos e testes clínicos necessários, a prática de desligar a ventilação mecânica é considerada eutanásia e, portanto, ilegal e criminosa.
Diante do quadro clínico apresentado, sem a realização de arteriografia cerebral para confirmação da morte cerebral, a equipe médica é obrigada a manter suporte intensivo, realizar hemodiálise, iniciar aminas vasoativas, colher culturas e prescrever antibióticos, independente do desejo da família de adoção de cuidados paliativos.
O quadro clínico apresentado, independente da realização ou não da arteriografia cerebal para confirmação da morte encefálica, é por si só justificativa suficiente para a adoção do plano de cuidados paliativos, desde que haja um prévio contato e concordância dos familiares com essa proposta de cuidados, caracterizando a regulamentada e legal prática da ortotanásia.