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UFMT - HOSPITAL UNIVERSITÁRIO JÚLIO MÜLLER - 2021
Chega à unidade básica de saúde um paciente masculino, 78 anos, com câncer de próstata avançado diagnosticado há um ano e múltiplas metástases ósseas, ocasionando dores difusas. Faz uso de sulfato de morfina 10 mg via oral de 8/8 h e dipirona SOS há várias semanas, inicialmente com bom controle da dor. Há uma semana, começou a apresentar piora do quadro álgico, com dores ""de escape"" em vários períodos do dia. Refere fraqueza importante. O serviço de oncologia do hospital público onde o paciente é assistido está com o pronto atendimento fechado devido à pandemia de COVID-19. No momento, refere dor nota 7 em uma escala de 0-10. Nega queixas digestivas, urinárias ou respiratórias no momento. FC 98 bpm, FR 22 IRPM, PA 150 x 95 mmHg. Exame neurológico sem déficits focais. Como conduzir a analgesia do paciente nesse primeiro momento?
Repetir a dose já em uso e reduzir o intervalo para 4/4 h.
Dar uma dose de morfina de 20 mg e aumentar a dose regular para 20 mg mantendo o intervalo de 8/8 h.
Manter o esquema do opioide (dose já é elevada para a idade do paciente - risco de depressão respiratória e associar dipirona 1 grama nos intervalos como adjuvante.
Solicitar internação hospitalar para analgesia por via parenteral e, posteriormente, rever o esquema ambulatorial.