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HOB - DF - HOSPITAL OFTALMOLÓGICO DE BRASÍLIA - 2015
A figura abaixo (de Stratton, I.M. et al, BMJ 321:405-412, 2000) mostra a relação entre a porcentagem de hemoglobina glicada (hemoglobina A1c) e a incidência de complicações macrovasculares, microvasculares e catarata em indivíduos portadores de diabetes tipo 2. (VER IMAGEM) Estes resultados mostram que:

O melhor método para se fazer diagnóstico de diabetes mellitus é a curva glicêmica, com dosagem da glicemia de jejum, 1 hora e 2 horas após a sobrecarga com 75 g de glicose.
Quanto maior o tempo de duração da doença, maior a incidência de complicações.
Existe uma relação direta entre a incidência de complicações e a glicemia média, representada pela porcentagem de hemoglobina A1c.
O método de escolha para o diagnóstico de diabetes mellitus é a dosagem de hemoglobina A1c, uma vez que é um método barato e não sofre interferência de outros componentes.
Hemoglobina A1c é uma forma mutada de hemoglobina, que aparece em indivíduos diabéticos por período superior a 10 anos. Quanto mais alto o nível de hemoglobina A1c, maior o número de mutações que aconteceram no gene da hemoglobina.