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Uma puérpera de 36 anos, G3P3A0, foi submetida a parto vaginal eutócico após gestação a termo, sem intercorrências durante o pré-natal. No entanto, nas primeiras duas horas do pós-parto, apresenta quadro de sangramento vaginal volumoso e persistente, mesmo após administração de ocitocina intramuscular e massagem uterina. O exame físico revela útero flácido à palpação abdominal e sem sinais de laceração genital visível. Os sinais vitais indicam PA 130/85 mmHg, FC 90 bpm, sem alterações respiratórias ou sinais de choque iminente. A paciente não possui antecedentes de hipertensão, pré-eclâmpsia ou doenças cardiovasculares.

Considerando o quadro clínico e a falha inicial da primeira linha uterotônica, qual seria a conduta farmacológica mais adequada e o principal mecanismo de ação do fármaco a ser utilizado?

A

Administração de prostaglandina E2, que atua promovendo relaxamento miometrial seguido de vasoconstrição periférica, reduzindo o fluxo uterino.

B

Administração intramuscular de metilergometrina, agonista parcial de receptores serotoninérgicos e adrenérgicos, que aumenta o tônus uterino e promove contrações sustentadas.

C

Uso de misoprostol retal, que atua como antagonista de receptores de ocitocina e bloqueia canais de cálcio miometriais.

D

Administração intravenosa de nifedipino, bloqueador dos canais de cálcio do tipo T, que reduz o tônus uterino em casos de hipertonia basal.

E

Uso de atosibano, antagonista dos receptores V1a da vasopressina, indicado para inibição de contrações uterinas em pacientes com ameaça de parto prematuro.

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