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Uma paciente de 52 anos, previamente saudável, é submetida a angiotomografia cerebral após episódio de cefaleia súbita e intensa, descrita como "a pior de sua vida". A imagem reconstrutiva do exame tridimensional (vide figura) revela uma variação anatômica do polígono de Willis com hipoplasia do segmento A1 da artéria cerebral anterior direita e pequeno aneurisma na artéria comunicante anterior.
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/hypoplastic-a1-segment-right-anterior-cerebral-2583328115
Considerando os dados clínicos e anatômicos apresentados, qual das seguintes afirmativas é verdadeira sobre os achados e suas possíveis repercussões?
A hipoplasia do segmento A1 reduz o risco de ruptura aneurismática, pois há menor fluxo hemodinâmico direcionado à comunicante anterior.
A presença de hipoplasia do A1 direito impede a formação do polígono de Willis, tornando-o hemodinamicamente inativo e dispensando investigação de aneurismas.
A artéria comunicante anterior irriga diretamente o lobo occipital e seu comprometimento justifica sintomas visuais como escotomas e diplopia.
A principal função do segmento A1 é irrigar os lobos temporais laterais, o que explica a associação frequente com crises epilépticas em aneurismas dessa região.
A artéria comunicante anterior, ao conectar os dois ramos A1, pode atuar como via de compensação hemodinâmica, favorecendo o surgimento de aneurismas em presença de assimetria de fluxo.