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Uma mulher de 55 anos, com diabetes mellitus tipo 2 e hipertensão arterial sistêmica, retorna ao consultório para ajuste de seu esquema terapêutico. Após múltiplas tentativas com antidiabéticos orais, iniciou insulinoterapia há três meses com insulina glargina 20 U ao deitar e insulina lispro antes das refeições. Ela relata episódios de hipoglicemia antes do almoço, principalmente quando atrasa o café da manhã, além de receio com os “picos” de insulina. A glicemia de jejum permanece adequada (90–110 mg/dL). O exame físico é normal.
Com base no perfil farmacocinético das insulinas de ação longa, como a glargina, e na queixa da paciente, qual das afirmativas melhor explica a presença de hipoglicemias nesse caso?
A insulina glargina tem absorção lenta e ação prolongada sem pico definido, mas pode levar a hipoglicemia matinal se combinada a refeições irregulares ou jejum prolongado.
A glargina possui pico de ação evidente entre 6 e 8 horas após aplicação, justificando os episódios de hipoglicemia antes do almoço.
O uso noturno da glargina provoca aumento compensatório do cortisol, levando à hipoglicemia paradoxal na manhã seguinte.
A glargina, por ser uma insulina de ação ultrarrápida, aumenta a absorção intestinal de glicose, facilitando hipoglicemias pós-prandiais.
A hipoglicemia da paciente está relacionada exclusivamente ao uso da insulina lispro, sendo a glargina isenta de riscos glicêmicos.