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Uma mulher de 47 anos comparece ao consultório ginecológico com queixas de ciclos menstruais progressivamente mais curtos e aumento da intensidade do fluxo nos últimos 6 meses. Relata também ondas de calor esporádicas e distúrbios do sono. Seus exames laboratoriais revelam elevação dos níveis séricos de FSH, enquanto os níveis de estrogênio e progesterona ainda se encontram dentro da faixa de normalidade. A avaliação ultrassonográfica mostra folículos reduzidos nos ovários.
Com base nesse quadro clínico e nos mecanismos fisiológicos envolvidos, qual é a explicação mais compatível com os achados laboratoriais e sintomas dessa paciente?
A elevação de estrogênio na fase lútea promove retroalimentação positiva e aumento da secreção de FSH pela hipófise.
A redução da progesterona após a ovulação impede a liberação de GnRH e reduz o feedback negativo sobre o hipotálamo.
A diminuição da inibina B, secundária à falência folicular progressiva, reduz a inibição sobre o FSH, levando à sua elevação compensatória.
O aumento do LH em resposta ao pico de inibina A promove anovulação e desequilíbrio estrogênico, gerando ciclos mais curtos.
O acúmulo de GnRH circulante por falha na liberação pulsátil leva à supressão de FSH e induz irregularidade menstrual.