Pratique questões de medicina
Estude para o ENAMED, concursos e provas de título no Sanarmed.com, é grátis.
Oferecido por
Estude para o ENAMED, concursos e provas de título no Sanarmed.com, é grátis.
Oferecido por
Uma mulher de 42 anos é internada na UTI com quadro de insuficiência respiratória aguda após parada cardiorrespiratória extrahospitalar revertida em menos de 5 minutos. Ela foi submetida à reanimação cardiopulmonar e chegou ao hospital com rebaixamento do nível de consciência (Glasgow 6). Exames laboratoriais revelaram:
pH: 7,09
HCO₃⁻: 8 mEq/L
pCO₂: 24 mmHg
Lactato: 9,8 mmol/L
Glicemia: 162 mg/dL
Creatinina: 1,9 mg/dL
AST/ALT: elevadas.
Nas primeiras 24 horas de internação, observou-se instabilidade hemodinâmica, oligúria e necessidade de drogas vasoativas. A equipe médica discutiu a fisiopatologia da lesão hipóxico-isquêmica, destacando o papel central da disfunção mitocondrial e da interrupção da cadeia transportadora de elétrons na gênese do dano celular. Com base no conhecimento da bioenergética mitocondrial, qual dos seguintes mecanismos explica mais adequadamente a relevância clínica da cadeia respiratória no contexto de isquemia-reperfusão?
Durante a hipóxia, a continuidade da cadeia transportadora de elétrons garante a produção de ATP via FADH₂, compensando a queda da oxigenação tecidual.
A interrupção da cadeia respiratória reduz a formação de espécies reativas de oxigênio (ROS), o que preserva as funções celulares após a isquemia.
A disfunção da cadeia respiratória compromete a geração de ATP, aumenta a glicólise anaeróbica e favorece o acúmulo de lactato, agravando a acidose metabólica.
A inativação da fosforilação oxidativa ativa a bomba de sódio-potássio, o que causa hiperpolarização da membrana e edema celular.
A ativação mitocondrial durante a isquemia promove síntese compensatória de ATP via ciclo da ureia, mantendo o metabolismo aeróbico.