Pratique questões de medicina
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Uma mulher de 37 anos procura atendimento ambulatorial com queixa de obstrução nasal crônica, rinorreia clara e episódios recorrentes de espirros, especialmente pela manhã. Ela relata que os sintomas pioram em ambientes com poeira e ao manipular roupas guardadas. Ao exame físico, observa-se hiperemia de mucosa nasal e hipertrofia de cornetos. O diagnóstico de rinite alérgica perene é confirmado. O médico prescreve um corticosteroide tópico por spray nasal e orienta seu uso diário, enfatizando a importância da técnica correta.
No retorno após três semanas, a paciente refere pouca melhora e que costuma aplicar o spray diretamente “em direção ao centro do nariz”. A partir da revisão da conduta e dos princípios farmacológicos dessa via de administração, qual das alternativas abaixo está corretamente associada à falha terapêutica observada?
O spray nasal tem início de ação mais lento do que os antihistamínicos orais, sendo ineficaz nas formas persistentes de rinite alérgica.
A eficácia do spray nasal depende de absorção intestinal secundária ao gotejamento retronasal.
A aplicação incorreta direcionada ao septo nasal pode comprometer a deposição do fármaco na mucosa lateral e aumentar o risco de epistaxe.
Os corticosteroides tópicos nasais possuem elevada biodisponibilidade sistêmica, o que reduz sua eficácia local.
O uso prolongado de sprays nasais antialérgicos está contraindicado devido ao risco de dessensibilização dos receptores muscarínicos.