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Uma mulher de 32 anos, multípara, sem comorbidades, dá entrada na maternidade em trabalho de parto espontâneo com 7 cm de dilatação e contrações regulares. Durante a admissão, ela expressa o desejo de se movimentar livremente e adotar a posição que considerar mais confortável para o parto.

Entretanto, ao atingir 9 cm de dilatação, a equipe obstétrica instrui a parturiente a se deitar em posição de litotomia, justificando que essa postura facilita a assistência médica e melhora a previsibilidade da fase expulsiva. A paciente expressa desconforto, relata sensação de aumento da dor e manifesta dificuldade para coordenar os esforços expulsivos.

Após 40 minutos de período expulsivo na posição de litotomia, observa-se um padrão de desacelerações variáveis na cardiotocografia, e a equipe decide realizar uma episiotomia para agilizar o nascimento. No pós-parto, a paciente apresenta edema vulvar significativo, queixas de dor intensa no períneo e dificuldade para amamentar devido ao trauma físico e emocional vivenciado.

Com base nas evidências científicas sobre a posição de litotomia e a restrição de movimentos no parto, qual das alternativas abaixo melhor analisa os possíveis impactos dessa conduta na experiência materno-fetal?

A

A restrição da mobilidade materna no trabalho de parto não influencia a mecânica da descida fetal, já que a dilatação cervical depende exclusivamente da contratilidade uterina e não da posição adotada pela parturiente.

B

A posição de litotomia melhora a orientação dos esforços expulsivos, pois permite maior controle sobre a respiração e o padrão de pujos. Apesar disso, pode estar associada a um aumento na necessidade de episiotomia devido ao ângulo de flexão fetal alterado.

C

A posição de litotomia favorece a aplicação de manobras obstétricas quando necessário, facilitando partos instrumentais e reduzindo o tempo total do expulsivo. No entanto, essa posição pode comprometer o retorno venoso materno e, em alguns casos, aumentar o risco de hipóxia fetal.

D

A posição de litotomia pode comprometer a perfusão placentária, dificultar a descida fetal e prolongar o período expulsivo, aumentando o risco de hipóxia fetal e necessidade de intervenções, como episiotomia e parto operatório.

E

O uso de posições verticais em vez da litotomia não tem impacto clínico relevante nos desfechos do parto, sendo uma escolha individual da parturiente. A adoção de qualquer posição deve ser baseada apenas no conforto materno e não em critérios biomecânicos ou hemodinâmicos.

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