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Uma mulher de 29 anos, portadora de dermatite atópica moderada e rinite alérgica perene, procura atendimento devido à persistência dos sintomas respiratórios, mesmo com tratamento medicamentoso otimizado. Ela deseja reduzir o uso contínuo de fármacos e relata efeitos colaterais indesejados. Ao revisar sua história, a paciente está em uso de betabloqueador por arritmia supraventricular leve e apresenta HIV com carga viral indetectável e CD4 de 350 células/mm³. Testes de IgE específica confirmam sensibilização a ácaros e epitélio de gato.
Considerando os critérios de segurança e eficácia da imunoterapia alérgeno-específica (ITA), qual conduta está mais alinhada com as recomendações atuais?
Iniciar ITA imediatamente, pois a presença de HIV com CD4 acima de 200 não constitui contraindicação em nenhuma circunstância.
Evitar ITA devido ao uso de betabloqueador, pois representa contraindicação absoluta e risco aumentado em caso de reações sistêmicas.
Prosseguir com ITA somente para rinite, excluindo a dermatite atópica, que não tem indicação formal para imunoterapia.
Avaliar individualmente o risco-benefício, pois HIV com CD4 > 200 e uso de betabloqueador são contraindicações relativas, não absolutas.
Suspender os testes de sensibilização, pois a presença de HIV e betabloqueadores inviabiliza qualquer forma de imunoterapia.