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Uma mulher de 25 anos, primigesta, sem comorbidades, chega à maternidade em trabalho de parto espontâneo com 4 cm de dilatação e contrações regulares. A equipe obstétrica decide administrar ocitocina intravenosa para “agilizar o processo”, justificando que essa conduta reduz o tempo do trabalho de parto e evita partos prolongados.

Duas horas após o início da infusão, a paciente apresenta contrações mais frequentes e intensas, com intervalos de 1 minuto e duração de 90 segundos. A ausculta fetal evidencia desacelerações tardias na cardiotocografia. A paciente refere dor intensa e aumento da sensibilidade uterina. Após 30 minutos, a equipe médica nota que o útero permanece hiperdistendido e doloroso entre as contrações.

Diante desse cenário, qual das alternativas abaixo melhor explica as possíveis consequências do uso inadequado de ocitocina e a conduta mais adequada a ser tomada?

A

A resposta uterina observada é uma reação fisiológica esperada à ocitocina, indicando progressão do trabalho de parto. A administração contínua do fármaco deve ser mantida, pois a diminuição do intervalo entre contrações melhora a eficiência do parto e reduz a necessidade de cesariana.

B

O aumento da intensidade e frequência das contrações ocorre devido à progressão natural do trabalho de parto e não necessariamente está relacionado ao uso de ocitocina. Como não há evidências de ruptura uterina iminente, a conduta expectante deve ser priorizada, mantendo a infusão do medicamento.

C

As desacelerações tardias observadas na cardiotocografia são comuns durante o trabalho de parto ativo e não são indicativas de sofrimento fetal. O uso de ocitocina deve ser continuado, pois não há risco significativo de lesão materno-fetal se a monitorização for adequada.

D

A paciente desenvolveu síndrome de hiperestimulação uterina, uma condição benéfica na fase ativa do trabalho de parto, pois resulta em dilatação mais rápida do colo e favorece a descida fetal, desde que o feto permaneça com boa vitalidade.

E

A paciente apresenta um quadro compatível com taquissistolia induzida por ocitocina, que pode comprometer a perfusão placentária e causar hipoxia fetal. A infusão de ocitocina deve ser imediatamente suspensa, e medidas para reverter o quadro, como reposicionamento materno e administração de tocolíticos, devem ser consideradas.

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